"Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião. Pobres burros." #FraseDoDia

15 de set. de 2010

 AUSÊNCIA

Achei que a ausência é falta. E lastimava ignorante, a falta, hoje não a lastimo, não há  falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres,  porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. De que serve um papel se não se tem uma caneta? A gente sabe que origamis são frágeis que não navegam se feito um barquinho. De que serve um abraço se não for forte? A beleza se ausêncía sem a inteligência. De que serve um momento, um lugar se você não tiver alguém do seu lado?
De nada adianta aprender à amarrar o cadarço quando não se tem um pai ou uma mãe para nos bajular horrores e  lhe fazer acreditar que aquilo incrível. Qual é a graça de aprender sem errar? Será mesmo que existe um filho que não precise da bronca do pai, ou dos conselhos da mãe? Acho que não hein.
A falta, o vazio, a ausência... A gente sente sem perceber, isso nos muda. Os conceitos se transformam. Lá no fundo a gente se magoa. Esperanças? Bom, isso a gente sempre tem, mas, quando se sabe que aquela frieza é antiga e já constante, as lágrimas caem mais ainda, as feridas cicatrizam e assim você se acostuma, assim eu me acostumei. Costume, rotina... Algo difícil  de mudar, e que quando mudada, se estranha. Às vezes nós nos acostumamos com uma ausência e diz que não se importa, mas vêm situações que sem querer  você fica tocada, sentida, as vezes revoltada, rs. Mas as coisas são assim e enquanto não se pode fazer nada, a gente continua tentando sair do costume e fazer a ferida parar de arder.

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